segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Marxista mal iluminado.


Meia Lua.
Meia luz,
Meio aborrecido.

Um beiral deliciosamente suicida.
Corvos repousam nos fios, 
esperam pelo inevitável.

Marxistas observam seu juízo ir embora com sua insistência.
Marxistas debruçados sobre um beiral.

Uma,
duas,
três garrafas vazias.
Porca vaca, 
logo, porcos bêbados.

Sentia-se como que abraçado
por mais que haja distância segura entre corpos,
por mais que houvesse um olhar pouco mais distante do que se pode enxergar,
por mais que desejasse muito seu abraço.

-Marxistas cercados por idiotas-
repetia para si próprio,
ao passo que distinguia qual era o cheiro do cigarro e qual era o cheiro de seus lábios.

O que meus olhos fazem com seu corpo
é errado de tantas formas sujas (por sua vez humanas)
que mal consigo conceber tamanho desejo.

Um beiral mal iluminado,
profundos e doces beijos de todos os modos possíveis
diretamente nesse ego Marxista.

Um beiral mal iluminado
uma Marxista bem iluminada...
um desejo...
mal iluminado.

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