sábado, 22 de dezembro de 2012

A priori.


Sempre é uma resposta,
sempre é o mesmo canto imundo do quarto,
o canto imundo do coração.

A mesma bebida barata,
a mesma dor ácida,
a mesma insônia.

Até gosto de vocês, 
meus inseparáveis amores.

Chegara a conclusão que não tem nada haver com seu corpo
não nascera Apolo,
 sabe disso como ninguém.

Nos mesmos átrios escarlates de pura sensibilidade
afirmava sua fraca cor vermelha com o vinho que Dionísio o conceberá com tanto bom gosto.
Meus átrios... Como doem...

Qual o problema então?
Ou melhor!
Que solução é essa que tenho e não sei?

Havia algum par anos já,
qual o motivo de aliviarem sua dor comigo?
Isso está errado!

Eu que sinto dor...

Teu pedaço de redenção mora no meu perdão,
meu pedaço de redenção mora em teu eterno.

Entendo...
Não te dou tua redenção,
teu pecado é grande demais!

Em troca...
não da-me a minha...
não pediria por redenção se tivesse entregue a minha a priori.

É só carinho,
não é tudo isso.
A é...
é sim...

É tudo
e mais um pouco.

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