segunda-feira, 24 de junho de 2013

Chorinho em dois tempos.


De volta a vida,
minha querida
pequena perdida
minha razão
pré estabelecida,
novamente querida.

Teu cheiro no edredom
lençol, girassol
poesia em clave de sol.
Inspiração de ti em mim
Em breve
aroma por toda a casa.

Quinhentos dias longe de sua pessoa.
Quinhentos dias gastos à toa
enjoa,
enoja,
entristece
nem que quisesse
faria algo que preste.

Passa o tempo...
vazio feito ameaça em plena fuga
covarde como soco em criança
IMPERDOÁVEL
como o estupro em teu ventre.

Novamente se deixa ir, vazia
vi suas costas,
não se despedia
não queria
jamais iria
pedia...

Eis minha mão. Segura?
Perdoa minha ação impura?
Não percebe que sou só sua?

Vai embora e solta minha mão,
deixa aqui só água e pão.
Viver ao seu lado?
mentira recheada de solidão.





Nunca mais vai mentir para mim.
Adeus.

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