sábado, 13 de julho de 2013

Despedida ao cão.


Levou sua mão em meu rosto e percebeu que ali o sangue ja não corria
a muito não corria
apenas subsistia.

Uma insistência boba
"Menino, que mania feia de pisar por onde não tem chão"
Mas não o vejo
nem o desvejo
O chão foi puxado de baixo de meus pés?

Diga ao meu cachorro que hoje seu dono não volta a noite para seu bebê,
desculpe, meu amorzinho mas de hoje essa dor não passa.

"Mas você precisa fazer coisas que você gosta"
dizia ela
fazendo o que gosta...

Silêncio...
Entendi!

Prateada como a mais melancólica Lua
na gaveta de cima, junto aos analgésicos.

Um breve respiro
adeus...

Ao menos assim pude sentir suas mãos em meu rosto.

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