segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cinquenta tons de falta de rola ou O amor é um cão e ninguém te ama.


Acho interessante o tipo de encontro que São Paulo consegue fomentar...

Estava no (in)eficiente metrô
lendo uma velha obra, 
do velho Buk,
um velho poema qualquer.

Uma bela moça
aparentemente oito anos mais velha que eu
senta-se a minha frente.

Esbarramos pernas,
nos olhamos.
Impossível dois pares de olhos desconhecidos se segurarem por tanto tempo.

Meus olhos castanhos se dirigiram a um livro em suas mãos
"Cinquenta tons de cinza"
Seus olhos de cor clara a qual não soube identificar por falta de óculos fez o mesmo
"O amor é um cão dos diabos".

Nossos olhos voltaram a se encarar:
-Seu marido não te satisfaz, não é?
-Ninguém de fato te ama, não é?

Voltamos a nossas leituras...

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