terça-feira, 3 de novembro de 2015

Não me chame para a selfie, não estou e nem sei sorrir. Não proclame sua felicidade forjada perto de mim, sinto o cheiro do desespero em suas mentiras e precipitações.
E cá entre nós. Nunca farei parte desse mundinho de Barbies e Rambos, gente que não existe.
Eu vivo em cada segredo e confissão ditas pelo alcool, drogas e tesão.
Eu sou a puta barata na esquina da Consolação pela manhã, com a bolsa cheia de esmolas, a boca cheirando a cigarros, gin com tônica e látex.
Quero o imundo, o escatológico, o podre, o marginal.
Menos dos Campos Elísios, mais da Tiradentes. Menos da Tiradentes, mais da Roosevelt. Menos do ego, mais do poético.
Menos do ego, meus amigos. Menos do ego.

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